Depois de ver que Steve entrou na casa e começou a se alimentar, Rick sai da realidade virtual e decide dar continuidade ao seu plano, ele pega seu Jumper e se dirige para casa de Margaret Carter em Nova York, ele paira no telhado do edifício que Peggy mora em um apartamento no Griffith Hotel um local que aceita apenas mulheres, em Nova York, este hotel tem regras bem rígidas e uma delas é um toque de recolher as 22 hrs, Rick usa um de seus micro-infiltradores para se conectar as linhas telefônicas analogicas e completa uma chamada para o número do hotel, assim que a recepcionista atende, ele com uma voz feminina pede para falar com a srta Margaret Carter, e aguarda que a mesma atenda o telefone, assim que ela atende ele diz:
- Caso queira rever Steve, esteja no telhado em 20 minutos! – Rick desliga assim que termina a frase, Peggy se surpreende por um momento, voltando ao normal ele fala ao telefone que está mudo.
- Claro, primeira coisa que farei amanhã, muito obrigada por me avisar – Ela olha para sua Senhoria e sorri – uma colega do trabalho, me lembrando que deixei de entregar um relatório no fim do dia, tenha uma boa noite Sra. Fry!
- Boa noite srta Carter! – responde Miriam Fry a Peggy.
Ponto de vista de Peggy Carter
Peggy sobe rapidamente ao seu apartamento e pega sua arma, mesmo querendo muito que o que ouviu ao telefone seja verdade ela sabe que em sua área, esse tipo de frase tem tudo para ser uma emboscada, ela sobe até o telhado, já passa das 19 horas e está escuro, porém as luzes de Nova York ajudam na visibilidade. Peggy abre a porta que dá acesso ao telhado com muito cuidado, esperando algum tipo de armadilha ou ataque, mas nada disso acontece e tudo que ela vê é o telhado vazio, ela caminha até o centro e olha para cidade sussurrando para si mesma:
- Seria bom demais para ser verdade! – assim que ela termina de sussurrar isso, o Jumper sai do modo de camuflagem, quando Peggy vê isso, ela mira a arma na porta do Jumper, um homem Afrodescendente aparece atrás dela e pega em seu ombro dizendo.
- Calma srta Carter… – assim que ele continua a falar Peggy pega em seu braço e tenta jogá-lo para sua frente em uma ação para colocá-lo em sua mira, mas quando tenta isso, parece que ela está tentando mover um elefante, o homem sorri para ela e continua falando sem fazer qualquer movimento para tirar seu o punho pego em sua mão – como eu estava tentando dizer, acalme-se tudo que eu quero é lhe dar uma oportunidade para ver Steve. – Assim que o homem termina de falar isso Peggy solta seu punho mas continua com a arma em mãos, mirada agora para ele.
- Quem é você e o que você quer comigo? – Por ser uma agente ela sabe que, como diz o ditado, “nem tudo que reluz é ouro”, por mais que ela queira acreditar que o que o estranho esteja dizendo seja a verdade, o governo passou mais de 3 meses tentando encontrar Steve e nunca conseguiu achar nenhum rastro dele.
- Por favor, olhe isso! – o homem fala, ativando um pequeno projetor holográfico extremamente avançado para época na palma de sua mão, no projetor aparece Steve Rogers em frente a um Chalé cortando lenha, com uma barba por fazer.
- Is..isso é real? – Peggy olha para a imagem e começa a derramar lágrimas, confusa com o que está vendo e questiona o estranho – Ele realmente está vivo? porque ele não voltou, ele perdeu as memórias ou você o está mantendo preso? – Assim que ela começa a pensar nas possibilidades ela começa a se perder e volta a mirar sua arma para o homem, tentando entender porque Steve não retornou para ela, já que ele estava vivo, e pelo que ela conhece dele as únicas razões possíveis para isso, seria a incapacidade de voltar ou ter perdido suas memórias, e nenhuma das duas poderiam ser boas notícias.
- Por mais que seu raciocínio faça sentido, te garanto que não é nenhuma das hipóteses que estão passando pela sua cabeça. Estou aqui para te dar uma oportunidade de ver, e até mesmo ficar com Steve, caso essa seja a sua vontade, porém não acho que devemos continuar nossa conversa aqui – assim que termina de dizer isso, o homem aponta para o Jumper que está com sua porta aberta, ele entra, senta no assento do piloto e aguarda.
- E para onde estaríamos indo? – Peggy olha para o Jumper e depois para o homem afrodescendente de mais de 1,90 de altura.
- Baía de Hudson, no Canadá, e não se preocupe, pois chegaremos ao local em menos de 15 minutos, e durante esses 2.225 km eu estarei lhe explicando um pouco do que está acontecendo, ok? – Assim que termina de falar, o homem se vira para Peggy e olha em seus olhos dizendo – Claro que se a Srta não quiser, posso simplesmente ir embora e nunca mais apareço em sua frente, esperarei pela sua resposta por 10 minutos.
- Não precisa esperar tanto, se existe uma oportunidade de rever o Steve eu com certeza irei aproveitar! – Peggy diz entrando no Jumper e se sentando ao lado de onde o homem estava – Bem, você sabe meu nome mas ainda não se apresentou.
- Bhaguera, esse é meu nome! – Ele informa seu nome para Peggy.
- E… – Peggy olha para Bhaguera, achando um nome um tanto estranho para uma pessoa.
- E como te informei, durante a viagem explicarei como e onde encontrei Steve Rogers, quanto ao resto, estarei falando com vocês 2 juntos, explicando o porquê de ele estar onde está – Depois disso Bhaguera passa quase 10 minutos explicando a Peggy que ele encontrou o Capitão América no fundo do ártico, e que como ele possui uma tecnologia muito mais avançada foi mais fácil para que ele o achasse.
- Essa é outra questão que me intriga, você é humano mesmo ou algum alienígena? Não existe ninguém na Terra com esse tipo de tecnologia, isso está muito à frente do que temos! – Peggy pergunta, desde que entrou na pequena nave ela começou a achar que esse estranho poderia não ser da Terra.
- Assim que chegarmos ao nosso destino e estivermos com Steve explicarei tudo sobre isso, não quero ter que me repetir em relação a isso, e já estamos chegando mesmo! – Assim que ele termina de falar isso, o Jumper afunda na água, mantendo sua velocidade, e em alguns segundos chega ao fundo da Baía e entra em rota de colisão com uma grande rocha no fundo, que se abre em uma gruta que surgiu do nada, depois eles viajam em um túnel subaquático de mais de 30 metros de profundidade e saem em uma piscina que dá acesso a um grande espaço aberto seco, como uma grande gruta, e em uma de suas paredes, uma enorme passagem construída com aço e concreto se abre, o Jumper adentra a passagem e pousa em uma plataforma a alguns metros de uma porta dupla de aço, que se abre assim que a porta do Jumper baixa. De dentro sai uma mulher afrodescendente com mais de 1,70 de altura e se curva para Bhaguera.
- Olá mestre, conforme solicitado a sala 3 foi preparada para sua reunião! – A bela mulher olha para Peggy e aguarda as ordens de Bhaguera, que estranhamente ela chamou de mestre..
- Ok, continue com suas obrigações! – Bhaguera fala para a bela morena, então ele acena para Peggy e a guia até a Sala 3, assim que entra Peggy vê 2 cápsulas, uma fechada, com o vidro embaçado do frio, e outra aberta, e uma mesa no centro da sala com duas tiaras de alta tecnologia em cima da mesa.
- O que é isso? – ela pergunta apontando para a cápsula fechada.
- Venha, não é isso mas sim quem! – Bhaguera afirma levando ela até próximo à cápsula, assim que ela chega em frente a cápsula, ela coloca as mão na boca e lágrimas silenciosas começam a cair de seu rosto, dentro da cápsula está Steve Rogers.
- Ele está em estado de hibernação! – Bhaguera começa a explicar para ela e aponta para sua cabeça e depois para de Steve, dentro da Cápsula – Você vê aquela coisa na cabeça dele? é um dispositivo que permite que ele continue consciente mesmo que em coma!
- O que? ele está em coma? – Peggy pergunta preocupada com Steve.
- Claro, quando se entra em estase por uma Câmara de Hibernação Criogênica, o cérebro humano desliga para proteger sua consciência! – Bhaguera começa a explicar – Porém graças aquela “tiara” na cabeça dele, e à tecnologia dessa Cápsula, a consciência de Steve Rogers está protegida sem que haja a necessidade de ser desligada, muito pelo contrário, isso mantém sua capacidade mental em melhor forma evitando qualquer tipo de dano de curto ou longo prazo! – assim que termina de dizer isso, ele anda em direção a mesa e pega uma das “tiaras” e se senta, ele aponta para ela sinalizando a cadeira em frente da outra tiara.
- Sente-se, vamos falar com Steve e eu explico tudo a vocês! – Bhaguera fala e aguarda ela se sentar
- Como assim? – Peggy vai em direção a cadeira e pega a tiara – Isso vai me fazer falar com ele? – Ela olha para ele com a tiara nas mãos, com uma cara desconfiada.
- Assim que entrarmos na Realidade Virtual que ele está, você pode ficar a vontade para fazer as perguntas que quiser para confirmar se eu estou te enganando, depois que você verificar a verdade podemos continuar nossa conversa. agora se você puder por favor se sentar e colocar o Neurolink.
- Então isso se chama Neurolink, acho que entendi, ok estarei confiando em você! – Peggy sabe que se esse Bhaguera quisesse fazer mal a ela, ele não precisava fazer todo esse teatro, ele poderia muito bem ter matado ela no telhado Griffith Hotel. Ela se senta e coloca o tal “Neurolink” em sua cabeça e olha para Bhaguera que já estava com o seu na cabeça, ele vira sua cabeça e mostra para Peggy um botão do lado direito, depois ele se posiciona e aperta o botão, baixando suas mão e fechando seus olhos (claro que ele fingiu usar o neurolink, pois ele não funcionaria nele). Peggy vê isso e faz as mesmas ações que ele.
Cinco segundos após apertar o botão, Peggy de repente se vê em frente a uma cena idílica, de um pequeno chalé, na beira de um rio com florestas Temperadas ao fundo, em frente a casa havia um pequeno cais de madeira onde um homem com a barba por fazer estava sentado com uma vara de pescar. Assim que vê o homem, ela começa a chorar e corre em direção a ele.
Fim do ponto de Vista de Peggy Carter